segunda-feira, 31 de agosto de 2009

I should never think.

Nunca Pense

Sartre diz que o Inferno são os outros, mas naquele exato momento, Gabriela estava sentindo o inferno se formar dentro de si.
A luz do pôr-do-sol invadiu a janela, atravessando todo o vasto apartamento até banhar, delicadamente, os olhos cerrados da garota, passando com sua luz pelos cílios cheios e molhados, e refletindo numa lágrima parada no topo das maçãs, criando um ponto de luz numa pele de quase morte.
Parecia ter passado anos desde que as lágrimas tomaram o lugar da dor, mas fazia poucas horas e ela se sentia entorpecida pela dor. A dor da perda
-- Amar não é o suficiente, eu precisava saber que suas palavras eram verdade, que você só poderia encontrar a felicidade em mim, que não se via com nem um outro. – Disse Victor, com uma voz calma, totalmente oposta ao coração dilacerado que lhe batia no peito. Sua fachada forte e invencível durou exatamente o tempo dele ligar seu carro e dar partida, mas ele não estava chorando, não conseguia chorar, porque ele estava vazio.
Aparentemente todos os seus sentimentos jaziam no chão do apartamento, junto com a mulher que amava. Amor, alegria, felicidade, ódio, traição, raiva. Esperança. Esperança anulada pelo seu orgulho, tão ferido quanto seu coração, orgulho esse que o impedia de voltar atrás, toma-la nos braços, secar-lhe as lágrimas e dizer que tudo ficaria bem, e que apesar das brigas, eles pertenciam um ao outro. Ele queria, mas não podia.
Ao dirigir pelas ruas solitárias, avistou uma árvore caída, seu tronco podre contrastava com a beleza superficial de seus ramos ainda verdes, parecendo muito com ele próprio: vazio, supérfluo
Ele avistou mais à frente o sol se ponto, aparte favorita do dia para ambos, quando os corações batiam juntos, em sintonia perfeita com o sol a se por, e naquele momento, nem mil palavras falariam tanto quanto os corações unidos, transformando a atmosfera envolvendo os dois.
O sol e seus ciclos tinham adquirido conotações diferentes agora.
O pôr-do-sol não significava somente um dia terminado, significava o termino dos dois, e a entrada na noite escura e fria, noite a qual nenhum dos dois sairiam.

domingo, 12 de julho de 2009

e eu me visto de sauade do que já não somos nós.

Nao quero mais falar de saudade, falar de amor, falar de você. Mas é inevitavel, quando eu penso em caos, em folhas, em perfumes, tudo me remete a você. Não é saudade, o que eu sinto, o que eu sinto é amor. É olhar para o céu e lembrar de ti, é olhar pra frente e nao me imaginar sem voce. É cair no ridiculo, me preocupar, te atingir, tudo isso só pra ter sua atenção.

duele saber que estoy sola sin tu amor

E eu sinto falta dele, muita. Falta das conversas, dos dramas, dos beijos. Falta de chamá-lo de meu e de ser chamada, falta de sentir isso também. Falta de ter meu coração partido (mas nao tanta assim), e depois colado pelo mesmo que o partiu. Falta, falta, falta; Eu sinto falta do que eu fui, do que se foi, e do pedaço de mim que eu deixei no caminho;

amor em cookies

Era uma vez uma menina, cujo coração fora partido várias vezes. Naquele dia, a ultima quebra tinha sido a poucas horas.
Ela estava ressentira, magoada, desestruturada e tentou não se abalar mais; Em cima da mesa havia um prato de cookies, e um deles em especial tinha formato de um coração. Ela o reservou para comer por ultimo. Conforme ela comia os outros, ela analisava o cookie guardado.
Quando os cookies acabara, num rompante ela percebeu que o cookie era normal, só mais um cookie normal com forma diferente, nao necessariamente um coração. E conforme as lágrimas foram saindo dos olhos e deixando de turvá-los, ela notou que, em momentos como esse, isso sempre acontecia. As nuvens não mudam quando se está apaixonada (ou com o coraçãozinho partido), é a forma que voce vê que muda as coisas.

reste avec moi maintenant et puis

isso é, no momento o que eu mais gostaria de dizer, se o meu anjo da guarda falasse francês, pra ele me trazer quem eu quero, para ele estar aqui acima de tudo. e para estar COMIGO.
limd eu sei t.t
ah, to sem criatividade, depois passo os coisos do caderno pra cá